Abrir empresa pela Redesim: o papel da contabilidade
Ao abrir empresa pela Redesim, a contabilidade conduz a viabilidade, o DBE, a Junta e o MAT; ao empreendedor cabem as decisões de negócio antes do CNPJ.
Abrir empresa pela Redesim envolve quatro elos: o empreendedor, a contabilidade, a Junta Comercial e a Receita Federal. Cada um cumpre uma etapa fixa do fluxo, e é a contabilidade, tradicional ou online, quem conduz a maior parte delas: prepara a consulta de viabilidade, monta o Documento Básico de Entrada, acompanha o registro na Junta e define o regime tributário no MAT antes da liberação do CNPJ. Ao empreendedor cabem as decisões de negócio; à contabilidade, a execução técnica do registro.
O que cabe ao empreendedor
O empreendedor decide o que só ele pode decidir: o nome da empresa, o endereço do estabelecimento, a atividade principal (CNAE) e quem serão os sócios, se houver mais de um. Também assina digitalmente o contrato social e os requerimentos, usando a conta gov.br e o certificado digital nos níveis exigidos. São escolhas de negócio, não técnicas, e é a partir delas que a contabilidade monta o restante do registro. O passo a passo completo da abertura online mostra onde essas decisões entram no fluxo.
O que a contabilidade conduz
A partir dessas decisões, a contabilidade prepara a consulta de viabilidade do nome e do CNAE junto à Redesim, monta o Documento Básico de Entrada (DBE) e acompanha o registro do contrato social na Junta Comercial. Também simula os regimes tributários disponíveis (Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real) e, no Módulo de Administração Tributária (MAT), define o regime que será usado antes que o CNPJ seja liberado. Essa etapa é obrigatória para toda empresa que não seja MEI: sem ela, a Receita Federal não confirma o cadastro.
O papel da Junta Comercial e da Receita Federal
A Junta Comercial recebe o contrato social enviado pela Redesim e registra o ato constitutivo da empresa, dando existência legal à sociedade. Depois desse registro, a Receita Federal usa o MAT para vincular o CNPJ ao regime tributário já definido pela contabilidade. As duas etapas correm dentro do mesmo fluxo digital, mas dependem uma da outra: sem o registro na Junta, o MAT não tem o que vincular; sem o MAT, o CNPJ não é liberado.
Quando falta um desses elos, o processo trava
O erro mais comum é tratar a abertura como uma etapa só do empreendedor, sem envolver a contabilidade desde o início. Sem ela, a consulta de viabilidade e o DBE ficam incompletos, o registro na Junta atrasa e o MAT não tem o regime tributário definido para vincular ao CNPJ. É por isso que, com exceção do MEI, a legislação torna a contabilidade parte obrigatória do fluxo, não um serviço opcional depois da abertura.
Perguntas frequentes
Quem prepara a consulta de viabilidade na Redesim? A contabilidade, com os dados definidos pelo empreendedor (nome, endereço e CNAE). É a partir dessa consulta que o restante do fluxo é montado.
O empreendedor precisa comparecer à Junta Comercial? Não. O registro é feito digitalmente pela contabilidade, com o contrato social assinado eletronicamente pelos sócios.
O que acontece se o regime tributário não for definido no MAT? O CNPJ não é liberado. O MAT confirma o regime tributário antes da validação final do cadastro na Receita Federal.
A contabilidade também assina os documentos de abertura? Assina os atos que a lei exige dela, com o certificado digital do contador com registro ativo. Os sócios assinam o contrato social com a conta gov.br ou o e-CPF.